segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Walt Disney

Walter Elias Disney nasceu em Chicago, EUA, a 5 de Dezembro de 1901.


Walt Disney, como ficou conhecido, é um Deus das artes! Sem dúvida um dos maiores artistas de sempre.

A sua obra continua a invadir as mentes e a imaginação das crianças e adultos de todo o mundo, mesmo muitos anos após a sua morte.


Ainda hoje é o artista cinematográfico que ganhou mais óscares.

Teve uma juventude difícil numa quinta do Missouri. O pai era severo e castigava-o bastante.

Por volta dos seus 16 anos, eclodiu a Primeira Guerra Mundial e tentou alistar-se no exército. Foi recusado. Juntou-se então à Cruz Vermelha e foi destacado para França onde pilotou ambulâncias durante 1 ano!

Quando voltou aos EUA, matriculou-se na Kansas City Arts School e trabalhou em várias agências publicitárias onde era responsável pela elaboração de posters de filmes.

Foi em 1923, com 22 anos, que se mudou para Hollywood e que a grande odisseia da sua vida começou. The Walt Disney Company foi criada neste ano!

As primeiras personagens de sucesso que criou foram Alice e o Coelho Osvaldo. Conseguiu vender algumas animações com estas personagens mas a empresa para quem Walt fazia estes desenhos roubou-lhe as ideias, afirmando que Walt não as tinha assinado!! Não se faz!

Mas Walt não baixou os braços e em 1928 surge um dos seus maiores ícones: Mickey Mouse.


Nesta altura já havia filmes com som e as cores estavam quase a chegar! Walt Disney foi sempre muito pioneiro, criativo e imaginativo no que diz respeito ao uso de novas técnicas de filmagem e de produção.

Um ano depois, em 1929, surgiram o Pato Donald, Pluto e Pateta.

Nos primeiros anos a empresa não estava a nadar em dinheiro, ainda para mais com o crash bolsista de 1929 a acontecer.

Por isso nos anos 30, Walt decidiu avançar para as longas metragens. Em 1937, Branca de Neve e os 7 anões estreia no cinema.


O sucesso e as receitas deste filme foram um trampolim para novas produções como Bambi, Pinóquio e Fantasia.


Mas mais uma vez a conjectura não ajudou e a Segunda Guerra Mundial quase levou a empresa à falência.

O primeiro filme que produziu no pós guerra foi a Cinderela! Esta produção foi um sucesso tão grande que permitiu que a empresa sobrevivesse e prosperasse.

Os últimos anos da vida de Walt foram marcados pela inauguração da Disneyland em 1955. Um parque temático e de diversões totalmente dedicado ao mundo da Disney!


Morreu em 1966 com 65 anos de cancro no pulmão.

Uma das suas citações mais famosas foi: "Se podemos sonhar, então também podemos transformar os nossos sonhos em realidade".

Walt era assim: um sonhador e um trabalhador. Um criativo e um crente. Nunca desistiu dos seus sonhos.


Obrigado Walt!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Inês Oom de Sacadura


Inês Oom de Sacadura nasceu em Lisboa em 1980.
 
A Inês é advogada e mãe de 2 maravilhosas crianças mas nem por isso deixa de ter espaço para as artes na sua vida, apesar de o tempo não ser abundante!!

Esta nativa do signo Caranguejo gosta muito de arte, particularmente fotografia! Gosta especialmente de fotografar pessoas nos seus habitats naturais quando não sabem que estão a ser fotografadas!
 

Os seus 3 artistas de referência são Annie Leibovitz, Terry Richardson e Henri de Toulouse-Lautrec. Mas se pudesse escolher um artista para jantar seria Mozart!

Para ela a arte é “tudo aquilo que nos leva a ver e a interpretar o mundo de maneira diferente.”

O Artes e Tartes conseguiu uma entrevista exclusiva com a Inês onde ela nos explica as suas visões sobre a arte!

AT - Olá Inês, queres explicar aos nossos leitores em que áreas artísticas tens desenvolvido o teu trabalho? Pintura? Fotografia? Moda? Outras? Conta-nos tudo!

A fotografia é a paixão. Fotografia urbana e de pessoas nos seus "habitats naturais", que não se apercebem que estão a ser fotografadas. Imaginar o que estão a pensar, como serão as suas vidas, para onde irão naquele momento... Gosto de lhes roubar um bocadinho do seu mundo e levá-lo para minha casa. Depois, ainda numa fase muito inicial, o desenho, a pintura, as colagens... 



AT - Lembras-te do momento em que te apercebeste que tinhas uma sensibilidade artística? Foi na escola? Foi em casa?

O momento exacto não me lembro. Sempre fui uma pessoa curiosa e atenta ao que me rodeia, e cedo percebi que as palavras não eram suficientes para me expressar. Acho que isso é meio caminho andado para se ser sensível à "arte".
 


AT - Achas que as pessoas já nascem artistas ou faz tudo parte das influências a que somos expostos?

Acho que tem de haver uma predisposição e um talento natural. Depois, com mais ou menos esforço, maior ou menor interesse, tudo se desenvolve. Mas, na minha opinião, os genes são, sem dúvida, um factor determinante.
 

AT - Tu já és mãe de dois lindos bebés, a mais pura forma de arte e criação que existe! Sentes que tens neste momento tens menos tempo para produzir os teus trabalhos?

Neste momento sinto que tenho menos tempo para produzir, em geral! Arte, bolos, batatas, o que seja... Os meus filhos foram, sem dúvida, a minha melhor criação, mas são, de facto, esponjas de tempo, nesse sentido.
 

AT - Quando eles forem mais crescidos vamos ter uma nova artista a atingir o seu auge de criação?

O auge da criação nunca será atingido, espero! Havérá sempre mais por criar!

AT - Na educação dos teus filhos vais tentar passar-lhes a tua sensibilidade para a arte? Ou achas que a matemática e o inglês são mais importantes?

À Florzinha acho que não tenho que passar nada! É uma artista nata!... Vais ver que daqui a 2 anos, quando ela tiver aprendido o abecedário (espero!), o Artes e Tartes vai andar atrás dela para a entrevistar! O João Maria também tem feito uns trabalhos lindíssimos nas paredes da sala...
 

AT - Com que artista (vivo ou morto) gostarias de jantar e porquê?

Mozart. Adoro uma boa gargalhada.


AT - Por fim, qual é que achas que é a situação do país em termos de cultura? Somos uns atrasados que só ligam a futebol? Achas que Portugal dá condições aos jovens artistas para aprenderem e desenvolverem o seu trabalho?

Acho que existem oportunidades, mas não sérias. Nada que possa projectar as pessoas, por exemplo, além fronteiras. Fazem-se exposições, criam-se eventos, preparam-se formações, mas em termos de resultados, acho que ainda temos um longo caminho a percorrer.


 
Obrigado Inês!

domingo, 12 de outubro de 2014

Jackson Pollock

Jackson Pollock nasceu em Cody, Wyoming, nos Estados Unidos, a 28 de Janeiro de 1912.


As suas obras têm o poder de tocar o nosso carácter e personalidade.

Não é possível entrar numa sala e não reparar que um Pollock está na parede.


Pintava grandes telas porque não gostava da prisão de um pequeno rectângulo que é uma tela mais pequena.

Gostava que o seu olhar não conseguisse ver os limites da tela quando estava perto dela.

Essas grandes telas eram sempre estendidas no chão e ele movia-se inclinado à volta enquanto as pintava. Não havia cá caveletes!


A técnica de pintar com um pau foi aperfeiçoada durantes anos. Geralmente não usava pinceis. Tinha um grande controlo nessa mesma técnica do pintar com um pau... Esta técnica chama-se Dripping.

Sempre me perguntei: qualquer um pode atirar bocados de tinta com um pau para cima de uma tela e estará a fazer arte?

Pollock atirava a tinta com o pau de madeira e este nem tocava na tela. A tinta caia e seguia o seu percurso.

A verdade é que qualquer um pode tocar um Dó num piano e estará a tocá-la da mesma maneira que Mozart.

Mas é a sequência das notas que faz a diferença. E as sequências da pintura de Pollock são um dos segredos do sucesso dos seus trabalhos. A sua sensibilidade. A maneira como via o mundo. O seu toque pessoal. O toque de Pollock.


Foi um alcoólico activo. Na verdade, houve uma altura em 1948, com 36 anos, que decidiu fazer um período de abstinência que durou 3 anos. Produziu algumas das suas maiores obras neste período.

Mas de resto era um artista depressivo, alcoólico e fumava muito. Gostava de festas e era boémio.

Criticava muito o seu trabalho e era extremamente exigente. Tinha dúvidas sobre a qualidade do seu trabalho... um dos maiores dilemas da condição do artista!

Quando não sentia inspiração não pintava durante largos períodos de tempo. Segundo afirmou, "nunca fiz um falso Pollock". Era um artista muito consumido pelo seu lado emocional. Sempre se procurou a si próprio e como transmiti-lo através da arte.

 

O movimento artístico a que pertencia ficou conhecido como o Expressionismo Abstracto. Um grupo de artistas de Nova Iorque dos anos 30, 40 e 50,  influenciado pela Grande Depressão de 29, a Segunda Guerra Mundial e a bomba atómica!

Um grupo de artistas, que tal como Pollock, sofriam de sintomas de alcoolismo e depressão. Mas que também viviam em modo festivo, na boémia e em grande estilo, rodeados de mulheres bonitas e carros.

No dia 11 de Agosto de 1956, com 44 anos, ia a guiar o seu carro a caminho de uma festa. Estava bêbado e ansioso, segundo afirmou a sua mulher, Lee Krasner, que também seguia no carro.. Parou várias vezes durante o caminho e chorava. Às tantas decidiu não ir à festa e voltou para trás. Nesse momento, a guiar como um louco a alta velocidade, o carro despistou-se. Faleceu no local. Ainda hoje há uma pedra no local do acidente com o seu nome.

A sua morte criou um mito tipo James Dean à sua volta. O artista despreocupado que vivia sem medo de morrer e que se foi antes do seu tempo.

Depois de uma vida privações e por vezes de pobreza, as suas obras passaram a valer milhões de dólares!


Era o irmão mais novo de 5 rapazes. Não teve filhos.

Nunca saiu dos Estados Unidos.

Não viveu para ver a sua obra reconhecida.



Obrigado Jackson!
 

domingo, 5 de outubro de 2014

Pedro Patrocinio


Pedro Patrocinio nasceu em Lisboa em 1982.


Este nativo do signo Aquário fundou com o seu irmão, Mário, a produtora de filmes BRO. Segundo o Pedro, a BRO foi fundada no exacto momento em que nasceu!

Os seus artistas de referência são Walter Carvalho, Toca Seabra e sua família! (Em baixo a Mãe do Pedro e do Mário).


Para ele a arte é “a capacidade de fazer algo que nós olhamos e chamamos arte, pode ser vista num quadro, num campo de futebol, na linha que um surfista faz, não existe uma identidade que rotula o que é arte ou não.”

Hoje o Artes e Tartes tem a honra de entrevistar este jovem cineasta português que já conta no seu reportório com filmes como o Complexo – Universo Parelelo e o mais recentemente lançado I Love Kuduro.

E que verdadeira viagem esta entrevista: andamos no Japão, Brasil, Angola, jantámos com Jesus e demos um pulinho até aos descobrimentos!




Artes e Tartes: Olá Pedro, queres explicar aos nossos leitores o que é a BRO? Como começou, o que já fizeram e por onde passa o vosso futuro?

A Bro começa desde praticamente a minha nascença. Eu e o meu Bro desde cedo tivemos que nos unir e fazer uma aliança, pois quando eu tinha 2 anos e ele 6 fomos viver para o Japão com os nossos pais. Na altura não haviam ocidentais e nós eramos tipo os extraterrestres e objeto de estudo,  isso teve uma grande influencia na nossa maneira de estar e viver, estávamos sempre juntos, a brincar, a falar, a comunicar e isso fez com que a nossa aliança fosse o nosso refúgio.

As camâras sempre fizeram parte do nosso dia dia pois o nosso pai sempre foi apaixonado pela fotografia e o facto sermos objetos retratados no japão por diversos canais de comunicação nipónicos fez com que esse bichinho entrasse  nas nossas vidas sem bater à porta!


O filme Complexo – Universo Paralelo, foi algo que nos marcou muito e ainda marca. Foi uma experiência de vida única, com histórias inspiradoras de pessoas especiais e que nos abriram o seu coração. Todos os dias agradeço por este projecto ter aparecido.

Links:




O nosso futuro passa por viver e contar histórias que fiquem eternizadas para a história. Esse é um dos nossos lemas.

 
AT - Como classificarias o segmento de filmes que a BRO pretende atacar? Os vossos filmes parecem documentários mas não são... ou são? Podes desenvolver um pouco esta questão?

O nosso segmento é o universo e o nosso objectivo é fazer filmes que as pessoas se identifiquem e que sejam universais.

Os nossos filmes são filmes sobre pessoas e para pessoas. O foco visa sempre encontrar um link que que nos conecte a todos e o que nos interessa é dar a conhecer o melhor de cada realidade/cultura e assim estarmos abertos a novos conhecimentos. A vida é um ensino constante e nós temos tido o previlégio de viver realidades distintas e que nos fazem crescer. O facto de os nossos filmes serem filmes documentários com uma dinâmica de montagem de ficção e uma narrativa cheia de plots torna-os mais atractivos e repletos de vida.


 
AT - Quais são as grandes tendências futuras na área dos filmes/cinema? É fácil tirar as pessoas de casa para irem ao cinema? Filmes nos tablets ou telefones? Curtas metragens? Ou seja, quais são as grandes revoluções que vamos ver no futuro em termos de produção e consumo de cinema e filmes?

Eu acredito que a solução é voltarmos um pouco ao passado,  exibições de cinema ao ar livre e cinema itinerante que faça as pessoas sair de casa e estarem juntas a partilharem ideias.

Atualmente estamos muito  ligados aos gadgets e isso não beneficia o verdadeiro sentido da raça humana pois é algo muito individual e perde-se a partilha e o convívio.  Acabamos por ficar todos alienados ao universo cibernético.


AT - Quais as dificuldades que tens encontrado no mercado português em termos de valorização do vosso trabalho? O cinema português é bem aceite?

O nosso trabalho tem sido reconhecido pelo mundo inteiro e em Portugal é um caso à parte pois não existe um investimento na cultura. A nossa identidade está perdida e só é bom o que vem de fora e os artistas estão de mão atadas.


O cinema português é um cinema com o qual não me identifico e foi por isso que escolhi o Brasil para a minha formação. O que eu vejo é que há uma nova geração de cineastas com muito valor mas que precisa de oportunidades. O cinema Português está atualmente rotulado como cinema sem conteúdo e sem identidade e isto provém da aposta em filmes com guiões fracos ou muito autorais e que não leva ninguém ao cinema… a lei beneficia quem está há mais tempo no mercado e não se trata de mérito mas sim de lugares cativos...


AT - Os nossos leitores gostavam de saber com que artista (vivo ou morto) gostarias de jantar e porquê?

Eu acho que a minha melhor companhia para jantar seria Jesus pois ele é um gajo que já viveu há sei lá quantos séculos e continua presente. Julgo que jantar com ele seria algo muito interessante.


AT - Quais são as tuas maiores fontes de inspiração? Ou seja, quando a BRO quer descobrir um tema para um filme, onde vai buscar as ideias?

O mar é um lugar onde consigo pôr as ideias no lugar, pois é um lugar em que o cérebro desliga e tudo flui de maneira diferente. O contacto com o desconhecido faz nos ir mais além. Os temas para os nossos filmes acabam por vir até nós, parece que somos escolhidos pelo universo para fazer o projecto.



AT - Dentro do mundo das artes e sem qualquer tipo de filtro qual é o teu maior sonho? Onde gostavas MESMO de chegar?

Sonho fazer o filme sobre os Descobrimentos Portugueses, inspirado nos Lusíadas. Considero que é uma obra de elevação do nosso verdadeiro povo,  terra de aventureiros e destemidos, cheia de valores, mistérios e muita sensualidade.

Links:





Obrigado Pedro!

 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Kurt Cobain


Kurt Donald Cobain nasceu em Aberdeen, Washington, EUA, a 20 de Fevereiro de 1967.
 
 
Kurt foi o fundador e vocalista da banda Nirvana. Os outros elementos da banda chamavam-se Krist Novocelic e Dave Grohl.

Os Nirvana foram uma das bandas de referência do início dos anos 90. Ainda hoje continuam a ser uma das bandas com mais sucesso económico apesar de já estarem extintos!

O seu estilo musical apelidava-se de Grunge. Uma espécie de rock alternativo nascido nas garagens e estúdios de Seattle, de onde também vieram os Pearl Jam ou Alice in Chains por exemplo.

O albúm Nevermind é uma das grandes referências musicais de todos os tempos. Na capa, um bebé nu aparece submerso a nadar atrás de uma nota.
 
 
Para mim o seu maior legado enquanto artista, é o solo inicial de “Come as you are”. É algo tão bonito, inspiracional ou emocionante como um quadro de Picasso ou uma sonata de Mozart!

Kurt foi e ainda é uma personagem controversa.

Descendente de emigrantes Irlandeses, Alemães e Ingleses, Kurt sempre teve uma grande queda para as artes. O pai tentou inscrevê-lo em desportos como o wrestling ou baseball mas tudo o que ele queria era criar.

Desde pequeno que pintava nas paredes do quarto. Segundo pessoas que lá estiveram na altura, o quarto mais parecia um estúdio de arte!
 
 
Quando recebeu a sua primeira guitarra eléctrica, em 1981, começou desde logo a tocar covers e a compor as suas próprias músicas. Na altura, os pais disseram-lhe que tinha de optar entre uma bicicleta ou uma guitarra.

Aqui se prova que são as nossas escolhas que fazem o nosso destino. Mas nunca sabemos as consequências das mesmas. Talvez se Kurt tivesse escolhido a bicicleta, poderia ter sido o vencedor da Volta à França, nunca o saberemos…

A sua inspiração estava muito ligada a ideais políticos e sociais comuns às grandes lutas dos anos 80: defendia a homossexualidade e opunha-se ao sexismo, racismo e homofobia.

Chegou a afirmar: “Se algum de vocês de alguma forma odeia os homossexuais, as pessoas de cor diferente, ou mulheres, façam-nos um favor - deixem-nos em paz! Não venham aos nossos concertos e não comprem os nossos discos.”

Muitas das suas letras tendiam também a expressar sentimentos de frustração, raiva, depressão e medo, factores que tornavam as suas músicas populares entre os mais jovens.
 
 
Foi cristão até à adolescência mas rapidamente se tornou ateu e mais tarde Budista. A palavra Nirvana vem precisamente do Budismo e significava a liberdade da dor, do sofrimento e do mundo externo.

O divórcio dos pais, os novos movimentos urbanos, o consumo de drogas, a cultura do individualismo e todas as grandes tendências dos anos 80 marcaram profundamente a sua obra. Tinha uma má relação com a imprensa. Dizia que não o compreendiam a ele nem a mensagem que tentava passar na sua arte.

“Cresci de um modo muito isolado. Tornei-me anti-social. Comecei a compreender a realidade do universo em que vivia, que tinha muito pouco para me oferecer. Não encontrava amigos de quem gostasse, que fossem compatíveis comigo, ou que gostassem do que eu gostava.”

Em 1990, conheceu Courtney Love numa discoteca em Portland. Juntos tiveram uma filha, Francis Bean Cobain, que também enveredou pela área das artes, nomeadamente pintura, jornalismo e moda.
 
 
Courtney e Kurt tiveram uma relação conturbada e intensa. Foram muito noticiados devido a escândalos relacionados com o uso de drogas, nomeadamente heroína.

Kurt afirmou sobre Courtney: “Eu estava determinado a ser um solteirão por alguns meses… Mas eu sabia que eu gostava tanto de Courtney, que era uma luta muito difícil ficar longe dela por tantos meses.”

No dia 8 de Abril de 1994 o corpo de Kurt Cobain foi descoberto por um electricista na sua casa em Lake Washington.

Tinha 27 anos na altura.

Cobain suicidou-se com um tiro de espingarda na cabeça e o seu corpo demorou 3 dias até ser encontrado. No sangue encontraram uma grande quantidade de heroína e vallium.
 
 
Deixou uma carta de suicídio, afirmando que já não sentia emoção em criar música ou escrever… Tal como acontece na morte de muitas outras estrelas rock, há muitas teorias da conspiração acerca da sua morte. Uns dizem que possa ter sido a própria Courtney Love a disparar a arma. Um especialista em caligrafia afirma que há partes da carta de suicídio que não foram escritas por ele…

Foram 27 anos muito preenchidos e a viver no limite. Porque será que muitos dos grandes artistas estão também ligados a grandes tragédias?

"As maiores loucuras são as mais sensatas alegrias, pois tudo que fizermos hoje ficará na memória daqueles que um dia sonharão em ser como nós: Loucos, porém, FELIZES!"
 
 
 
Obrigado Kurt!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Inês Norton de Matos


Inês Norton de Matos nasceu em Lisboa em 1982.
 
A Inês faz um pouco de tudo no mundo das artes! Pintura, escultura, instalações, usa diferentes materiais e suportes, etc.. Ela é pois uma artista plástica no verdadeiro sentido da palavra. Ou seja uma artista misteriosa!

Quando lhe perguntamos quais os seus 3 artistas de referência ela disse que tinham de ser 4! São eles Louise Bourgeois, Joseph Beuys, Phyllida Barlow e Dalila Gonçalves.

A sua definição de arte é bastante elucidativa:  "Crio, acreditando que a arte é o caminho menos obstruido para a experienciação e que toca naquele milésimo de segundo anterior ao impulso de criar barreiras e encontrar conceitos, a que chamo verdade."

Esta nativa de signo Carneiro tem uma grande sensibilidade para a arte e é com grande prazer que apresentamos no Artes e Tartes as suas visões, o seu trabalho as suas motivações e sonhos!
 
Artes e Tartes - Lembras-te do momento em que começaste a pintar? Quais foram os teus maiores estímulos? Os pais? A escola?
 
Inês - Lembro-me do momento em que comecei a experimentar..juntar objectos, cola-los, fusioná-los, aglomerar matéria e admirar o resultado! A escola onde andei foi fundamental, sim! O Beiral, situado na floresta de Monsanto, é uma escola muito direccionada para a experimentação. Muito cedo tive acesso a um universo de cores e formas bastante estimulante. Tínhamos uma enorme sala de pintura, onde o barro, o gesso, as tintas e digitintas, eram ordem do dia...A natureza envolvente também ajudava a fomentar a liberdade de expressão..





AT - Para além da pintura tens outros suportes em que gostes de trabalhar? E que materiais usas na pintura? Óleo? Acrílico? Porquê a escolha destes materiais?

Inês - Hoje em dia, quando me perguntam o que faço, respondo que sou artista plástica, com toda a diversidade, abrangência e mesmo abstracção que lhe possa ser associada. Gosto quando fica no ar...
Trabalho essencialmente com madeira, imagens e luz. Mas também, (há imagens dos meus primeiros passos nesta área), gosto de reinventar objectos, agregando-os com outros que aparentemente em nada se aproximam de forma descontextualizada e metafórica. As telas continuam também a fazer parte do repertório que não pretendo condicionar. Interessa-me o potencial da plasticidade que os materiais permitem.

 
 
Nota: o trabalho da Inês pode ser visto em http://www.inesnorton.com/

Artes e Tartes - Como definirias o papel da arte na vida das pessoas em Portugal? Parece que no nosso país só se liga a futebol, quais são os teus comentários sobre sobre isto? Somos culturalmente inferiores?

Inês - Eu acho que esse papel tem vindo progressivamente a ocupar mais espaço nas agendas dos Portugueses. A Arte deixou se estar estanque em espaços fechados e hoje em dia, mais fácilmente chega ás pessoas nos mais diversos formatos. A dinâmica Cultural também tem vindo a melhorar e a arte a ser mais valorizada. Não nos considero de todo culturalmente inferiores. Talvez ainda pouco despertos para algumas questões.


Artes e Tartes - Os nossos leitores gostavam de saber com que artista (vivo ou morto) gostarias de jantar e porquê?

Inês - Louise Bourgeois, pela sua longa e vasta experiência neste plano terreno. Acredito que fosse uma longa e interessante conversa. Para criar o que criou, só podia ser uma excelente contadora de histórias! 


Artes e Tartes - Quais são as tuas maiores fontes de inspiração? Quando estás a criar pensas naquilo que os outros vão achar ou és completamente livre e fiel a ti própria?

Inês - A minha maior fonte de inspiração é estar consciente do privilégio que tenho, em fazer aquilo que gosto. 

 

Criar sem filtros, é sempre um grande desafio. A verdade está no foco e na energia que depositamos nos projectos em que acreditamos e nesse processo, não há margem para preocupações com o julgamento dos outros.

Artes e Tartes - Dentro do mundo das artes e sem qualquer tipo de filtro qual é o teu maior sonho? Onde gostavas MESMO de chegar?

Inês - Sem filtros, cá vai...um dia gostava de expor na Tate Modern em Londres ;) 


Obrigado Inês!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Análise económica da cultura e das artes

Hoje o Artes e Tartes faz uma análise económica da cultura na Europa e em Portugal. A arte pode ser subjectiva e não ter um valor objectivo, mas há indicadores que podem ser alvo de estudo e reflexão e que permitem compreender melhor esta área.

Vamos a isto!

Segundo um estudo do Eurobarómetro de 2007, 77% dos Europeus considera a cultura importante. E quanto mais elevado o grau de educação, maior é este número.

 
Para quem sabe de matemática, tira-se já uma conclusão: 23% da população Europeia acha que a cultura não é importante.

De acordo com dados de 2005 do Eurostat, a cultura corresponde a 3,9% das despesas familiares na União Europeia. Ou seja, por cada 1000 euros gastos, 39 euros são aplicados na área da cultura.

Portugal está ligeiramente abaixo da média, com cerca de 3%, mas à frente de países como a Espanha e a Itália.

De acordo com o mesmo estudo do Eurobarómetro, cerca de metade (45%), dos habitantes da União Europeia declaram ter participado numa actividade cultural nos últimos 12 meses.

Estas actividades vão desde cinema, espectáculos ou uma visita a um espaço cultural, que pode ser um museu ou uma galeria.

A educação é o factor sócio-cultural mais importante na determinação da participação cultural - pessoas com níveis culturais mais elevados tendem a participar mais. Não existem diferenças significativas na participação cultural segundo o género, com excepção da leitura: as mulheres tendem a ler mais livros e os homens mais jornais.

Quanto ao emprego, em 2009, a cultura representava cerca de 1,7% do emprego total na UE, em Portugal 0,9%.

Outro dado interessante são as exportações e importações de cultura. A UE exporta em valor mais do que importa: em 2009 as exportações foram 1,4 vezes as importações.

Mas este não é o caso de Portugal: as exportações representam 30% das importações. Os livros representam quase 80% dos “bens culturais” exportados por Portugal e os jornais lideram as importações.

Relativamente à relação entre cultura e turismo, a primeira potencia o segundo (talvez poderia haver um museu com as obras do Miró em vez de os vendermos!!). Confrontados com a necessidade de poupar nas férias, os europeus preferem cortar nos restaurantes e nas compras do que nas actividades culturais.

 Algumas conclusões destes dados:

- Portugal está abaixo da média europeia no que diz respeito a gastos em cultura.

- A educação potencia a cultura,

- Portugal tem uma balança comercial deficitária no que diz respeito a cultura.

- O turismo está ligado à cultura de um país e aumenta consoante as opções culturais disponíveis, sejam elas museus ou espectáculos.