segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Walt Disney

Walter Elias Disney nasceu em Chicago, EUA, a 5 de Dezembro de 1901.


Walt Disney, como ficou conhecido, é um Deus das artes! Sem dúvida um dos maiores artistas de sempre.

A sua obra continua a invadir as mentes e a imaginação das crianças e adultos de todo o mundo, mesmo muitos anos após a sua morte.


Ainda hoje é o artista cinematográfico que ganhou mais óscares.

Teve uma juventude difícil numa quinta do Missouri. O pai era severo e castigava-o bastante.

Por volta dos seus 16 anos, eclodiu a Primeira Guerra Mundial e tentou alistar-se no exército. Foi recusado. Juntou-se então à Cruz Vermelha e foi destacado para França onde pilotou ambulâncias durante 1 ano!

Quando voltou aos EUA, matriculou-se na Kansas City Arts School e trabalhou em várias agências publicitárias onde era responsável pela elaboração de posters de filmes.

Foi em 1923, com 22 anos, que se mudou para Hollywood e que a grande odisseia da sua vida começou. The Walt Disney Company foi criada neste ano!

As primeiras personagens de sucesso que criou foram Alice e o Coelho Osvaldo. Conseguiu vender algumas animações com estas personagens mas a empresa para quem Walt fazia estes desenhos roubou-lhe as ideias, afirmando que Walt não as tinha assinado!! Não se faz!

Mas Walt não baixou os braços e em 1928 surge um dos seus maiores ícones: Mickey Mouse.


Nesta altura já havia filmes com som e as cores estavam quase a chegar! Walt Disney foi sempre muito pioneiro, criativo e imaginativo no que diz respeito ao uso de novas técnicas de filmagem e de produção.

Um ano depois, em 1929, surgiram o Pato Donald, Pluto e Pateta.

Nos primeiros anos a empresa não estava a nadar em dinheiro, ainda para mais com o crash bolsista de 1929 a acontecer.

Por isso nos anos 30, Walt decidiu avançar para as longas metragens. Em 1937, Branca de Neve e os 7 anões estreia no cinema.


O sucesso e as receitas deste filme foram um trampolim para novas produções como Bambi, Pinóquio e Fantasia.


Mas mais uma vez a conjectura não ajudou e a Segunda Guerra Mundial quase levou a empresa à falência.

O primeiro filme que produziu no pós guerra foi a Cinderela! Esta produção foi um sucesso tão grande que permitiu que a empresa sobrevivesse e prosperasse.

Os últimos anos da vida de Walt foram marcados pela inauguração da Disneyland em 1955. Um parque temático e de diversões totalmente dedicado ao mundo da Disney!


Morreu em 1966 com 65 anos de cancro no pulmão.

Uma das suas citações mais famosas foi: "Se podemos sonhar, então também podemos transformar os nossos sonhos em realidade".

Walt era assim: um sonhador e um trabalhador. Um criativo e um crente. Nunca desistiu dos seus sonhos.


Obrigado Walt!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Inês Oom de Sacadura


Inês Oom de Sacadura nasceu em Lisboa em 1980.
 
A Inês é advogada e mãe de 2 maravilhosas crianças mas nem por isso deixa de ter espaço para as artes na sua vida, apesar de o tempo não ser abundante!!

Esta nativa do signo Caranguejo gosta muito de arte, particularmente fotografia! Gosta especialmente de fotografar pessoas nos seus habitats naturais quando não sabem que estão a ser fotografadas!
 

Os seus 3 artistas de referência são Annie Leibovitz, Terry Richardson e Henri de Toulouse-Lautrec. Mas se pudesse escolher um artista para jantar seria Mozart!

Para ela a arte é “tudo aquilo que nos leva a ver e a interpretar o mundo de maneira diferente.”

O Artes e Tartes conseguiu uma entrevista exclusiva com a Inês onde ela nos explica as suas visões sobre a arte!

AT - Olá Inês, queres explicar aos nossos leitores em que áreas artísticas tens desenvolvido o teu trabalho? Pintura? Fotografia? Moda? Outras? Conta-nos tudo!

A fotografia é a paixão. Fotografia urbana e de pessoas nos seus "habitats naturais", que não se apercebem que estão a ser fotografadas. Imaginar o que estão a pensar, como serão as suas vidas, para onde irão naquele momento... Gosto de lhes roubar um bocadinho do seu mundo e levá-lo para minha casa. Depois, ainda numa fase muito inicial, o desenho, a pintura, as colagens... 



AT - Lembras-te do momento em que te apercebeste que tinhas uma sensibilidade artística? Foi na escola? Foi em casa?

O momento exacto não me lembro. Sempre fui uma pessoa curiosa e atenta ao que me rodeia, e cedo percebi que as palavras não eram suficientes para me expressar. Acho que isso é meio caminho andado para se ser sensível à "arte".
 


AT - Achas que as pessoas já nascem artistas ou faz tudo parte das influências a que somos expostos?

Acho que tem de haver uma predisposição e um talento natural. Depois, com mais ou menos esforço, maior ou menor interesse, tudo se desenvolve. Mas, na minha opinião, os genes são, sem dúvida, um factor determinante.
 

AT - Tu já és mãe de dois lindos bebés, a mais pura forma de arte e criação que existe! Sentes que tens neste momento tens menos tempo para produzir os teus trabalhos?

Neste momento sinto que tenho menos tempo para produzir, em geral! Arte, bolos, batatas, o que seja... Os meus filhos foram, sem dúvida, a minha melhor criação, mas são, de facto, esponjas de tempo, nesse sentido.
 

AT - Quando eles forem mais crescidos vamos ter uma nova artista a atingir o seu auge de criação?

O auge da criação nunca será atingido, espero! Havérá sempre mais por criar!

AT - Na educação dos teus filhos vais tentar passar-lhes a tua sensibilidade para a arte? Ou achas que a matemática e o inglês são mais importantes?

À Florzinha acho que não tenho que passar nada! É uma artista nata!... Vais ver que daqui a 2 anos, quando ela tiver aprendido o abecedário (espero!), o Artes e Tartes vai andar atrás dela para a entrevistar! O João Maria também tem feito uns trabalhos lindíssimos nas paredes da sala...
 

AT - Com que artista (vivo ou morto) gostarias de jantar e porquê?

Mozart. Adoro uma boa gargalhada.


AT - Por fim, qual é que achas que é a situação do país em termos de cultura? Somos uns atrasados que só ligam a futebol? Achas que Portugal dá condições aos jovens artistas para aprenderem e desenvolverem o seu trabalho?

Acho que existem oportunidades, mas não sérias. Nada que possa projectar as pessoas, por exemplo, além fronteiras. Fazem-se exposições, criam-se eventos, preparam-se formações, mas em termos de resultados, acho que ainda temos um longo caminho a percorrer.


 
Obrigado Inês!

domingo, 12 de outubro de 2014

Jackson Pollock

Jackson Pollock nasceu em Cody, Wyoming, nos Estados Unidos, a 28 de Janeiro de 1912.


As suas obras têm o poder de tocar o nosso carácter e personalidade.

Não é possível entrar numa sala e não reparar que um Pollock está na parede.


Pintava grandes telas porque não gostava da prisão de um pequeno rectângulo que é uma tela mais pequena.

Gostava que o seu olhar não conseguisse ver os limites da tela quando estava perto dela.

Essas grandes telas eram sempre estendidas no chão e ele movia-se inclinado à volta enquanto as pintava. Não havia cá caveletes!


A técnica de pintar com um pau foi aperfeiçoada durantes anos. Geralmente não usava pinceis. Tinha um grande controlo nessa mesma técnica do pintar com um pau... Esta técnica chama-se Dripping.

Sempre me perguntei: qualquer um pode atirar bocados de tinta com um pau para cima de uma tela e estará a fazer arte?

Pollock atirava a tinta com o pau de madeira e este nem tocava na tela. A tinta caia e seguia o seu percurso.

A verdade é que qualquer um pode tocar um Dó num piano e estará a tocá-la da mesma maneira que Mozart.

Mas é a sequência das notas que faz a diferença. E as sequências da pintura de Pollock são um dos segredos do sucesso dos seus trabalhos. A sua sensibilidade. A maneira como via o mundo. O seu toque pessoal. O toque de Pollock.


Foi um alcoólico activo. Na verdade, houve uma altura em 1948, com 36 anos, que decidiu fazer um período de abstinência que durou 3 anos. Produziu algumas das suas maiores obras neste período.

Mas de resto era um artista depressivo, alcoólico e fumava muito. Gostava de festas e era boémio.

Criticava muito o seu trabalho e era extremamente exigente. Tinha dúvidas sobre a qualidade do seu trabalho... um dos maiores dilemas da condição do artista!

Quando não sentia inspiração não pintava durante largos períodos de tempo. Segundo afirmou, "nunca fiz um falso Pollock". Era um artista muito consumido pelo seu lado emocional. Sempre se procurou a si próprio e como transmiti-lo através da arte.

 

O movimento artístico a que pertencia ficou conhecido como o Expressionismo Abstracto. Um grupo de artistas de Nova Iorque dos anos 30, 40 e 50,  influenciado pela Grande Depressão de 29, a Segunda Guerra Mundial e a bomba atómica!

Um grupo de artistas, que tal como Pollock, sofriam de sintomas de alcoolismo e depressão. Mas que também viviam em modo festivo, na boémia e em grande estilo, rodeados de mulheres bonitas e carros.

No dia 11 de Agosto de 1956, com 44 anos, ia a guiar o seu carro a caminho de uma festa. Estava bêbado e ansioso, segundo afirmou a sua mulher, Lee Krasner, que também seguia no carro.. Parou várias vezes durante o caminho e chorava. Às tantas decidiu não ir à festa e voltou para trás. Nesse momento, a guiar como um louco a alta velocidade, o carro despistou-se. Faleceu no local. Ainda hoje há uma pedra no local do acidente com o seu nome.

A sua morte criou um mito tipo James Dean à sua volta. O artista despreocupado que vivia sem medo de morrer e que se foi antes do seu tempo.

Depois de uma vida privações e por vezes de pobreza, as suas obras passaram a valer milhões de dólares!


Era o irmão mais novo de 5 rapazes. Não teve filhos.

Nunca saiu dos Estados Unidos.

Não viveu para ver a sua obra reconhecida.



Obrigado Jackson!
 

domingo, 5 de outubro de 2014

Pedro Patrocinio


Pedro Patrocinio nasceu em Lisboa em 1982.


Este nativo do signo Aquário fundou com o seu irmão, Mário, a produtora de filmes BRO. Segundo o Pedro, a BRO foi fundada no exacto momento em que nasceu!

Os seus artistas de referência são Walter Carvalho, Toca Seabra e sua família! (Em baixo a Mãe do Pedro e do Mário).


Para ele a arte é “a capacidade de fazer algo que nós olhamos e chamamos arte, pode ser vista num quadro, num campo de futebol, na linha que um surfista faz, não existe uma identidade que rotula o que é arte ou não.”

Hoje o Artes e Tartes tem a honra de entrevistar este jovem cineasta português que já conta no seu reportório com filmes como o Complexo – Universo Parelelo e o mais recentemente lançado I Love Kuduro.

E que verdadeira viagem esta entrevista: andamos no Japão, Brasil, Angola, jantámos com Jesus e demos um pulinho até aos descobrimentos!




Artes e Tartes: Olá Pedro, queres explicar aos nossos leitores o que é a BRO? Como começou, o que já fizeram e por onde passa o vosso futuro?

A Bro começa desde praticamente a minha nascença. Eu e o meu Bro desde cedo tivemos que nos unir e fazer uma aliança, pois quando eu tinha 2 anos e ele 6 fomos viver para o Japão com os nossos pais. Na altura não haviam ocidentais e nós eramos tipo os extraterrestres e objeto de estudo,  isso teve uma grande influencia na nossa maneira de estar e viver, estávamos sempre juntos, a brincar, a falar, a comunicar e isso fez com que a nossa aliança fosse o nosso refúgio.

As camâras sempre fizeram parte do nosso dia dia pois o nosso pai sempre foi apaixonado pela fotografia e o facto sermos objetos retratados no japão por diversos canais de comunicação nipónicos fez com que esse bichinho entrasse  nas nossas vidas sem bater à porta!


O filme Complexo – Universo Paralelo, foi algo que nos marcou muito e ainda marca. Foi uma experiência de vida única, com histórias inspiradoras de pessoas especiais e que nos abriram o seu coração. Todos os dias agradeço por este projecto ter aparecido.

Links:




O nosso futuro passa por viver e contar histórias que fiquem eternizadas para a história. Esse é um dos nossos lemas.

 
AT - Como classificarias o segmento de filmes que a BRO pretende atacar? Os vossos filmes parecem documentários mas não são... ou são? Podes desenvolver um pouco esta questão?

O nosso segmento é o universo e o nosso objectivo é fazer filmes que as pessoas se identifiquem e que sejam universais.

Os nossos filmes são filmes sobre pessoas e para pessoas. O foco visa sempre encontrar um link que que nos conecte a todos e o que nos interessa é dar a conhecer o melhor de cada realidade/cultura e assim estarmos abertos a novos conhecimentos. A vida é um ensino constante e nós temos tido o previlégio de viver realidades distintas e que nos fazem crescer. O facto de os nossos filmes serem filmes documentários com uma dinâmica de montagem de ficção e uma narrativa cheia de plots torna-os mais atractivos e repletos de vida.


 
AT - Quais são as grandes tendências futuras na área dos filmes/cinema? É fácil tirar as pessoas de casa para irem ao cinema? Filmes nos tablets ou telefones? Curtas metragens? Ou seja, quais são as grandes revoluções que vamos ver no futuro em termos de produção e consumo de cinema e filmes?

Eu acredito que a solução é voltarmos um pouco ao passado,  exibições de cinema ao ar livre e cinema itinerante que faça as pessoas sair de casa e estarem juntas a partilharem ideias.

Atualmente estamos muito  ligados aos gadgets e isso não beneficia o verdadeiro sentido da raça humana pois é algo muito individual e perde-se a partilha e o convívio.  Acabamos por ficar todos alienados ao universo cibernético.


AT - Quais as dificuldades que tens encontrado no mercado português em termos de valorização do vosso trabalho? O cinema português é bem aceite?

O nosso trabalho tem sido reconhecido pelo mundo inteiro e em Portugal é um caso à parte pois não existe um investimento na cultura. A nossa identidade está perdida e só é bom o que vem de fora e os artistas estão de mão atadas.


O cinema português é um cinema com o qual não me identifico e foi por isso que escolhi o Brasil para a minha formação. O que eu vejo é que há uma nova geração de cineastas com muito valor mas que precisa de oportunidades. O cinema Português está atualmente rotulado como cinema sem conteúdo e sem identidade e isto provém da aposta em filmes com guiões fracos ou muito autorais e que não leva ninguém ao cinema… a lei beneficia quem está há mais tempo no mercado e não se trata de mérito mas sim de lugares cativos...


AT - Os nossos leitores gostavam de saber com que artista (vivo ou morto) gostarias de jantar e porquê?

Eu acho que a minha melhor companhia para jantar seria Jesus pois ele é um gajo que já viveu há sei lá quantos séculos e continua presente. Julgo que jantar com ele seria algo muito interessante.


AT - Quais são as tuas maiores fontes de inspiração? Ou seja, quando a BRO quer descobrir um tema para um filme, onde vai buscar as ideias?

O mar é um lugar onde consigo pôr as ideias no lugar, pois é um lugar em que o cérebro desliga e tudo flui de maneira diferente. O contacto com o desconhecido faz nos ir mais além. Os temas para os nossos filmes acabam por vir até nós, parece que somos escolhidos pelo universo para fazer o projecto.



AT - Dentro do mundo das artes e sem qualquer tipo de filtro qual é o teu maior sonho? Onde gostavas MESMO de chegar?

Sonho fazer o filme sobre os Descobrimentos Portugueses, inspirado nos Lusíadas. Considero que é uma obra de elevação do nosso verdadeiro povo,  terra de aventureiros e destemidos, cheia de valores, mistérios e muita sensualidade.

Links:





Obrigado Pedro!