segunda-feira, 28 de julho de 2014

Banksy

Banksy nasceu em Bristol, Inglaterra, em 1974.


Banksy é o seu pseudónimo. Ninguém sabe o seu nome ou como é a sua cara. Talvez os seus pais saibam!

Julgo que o seu sucesso também deriva um pouco deste mistério que envolve a sua personagem.


Num mundo global e altamente informado como o de hoje, parece quase impossível haver tão pouca informação sobre ele!!

Mas sabe-se que ele é um homem do street art. Um homem que faz graffiti na sua cidade natal , Bristol e também em Londres e noutras cidades do mundo como é o caso de Nova York.


Para além de homem do graffiti, ele também é um activista político e realizador de cinema, tendo lançado o documentário "Exit Through the Gift Shop", que foi nomeado para os óscares em 2011, na categoria de melhor documentário.

A sua obra é carregada de sátira. Ele usa símbolos da sociedade consumista para questionar e criticar o modo de vida actual.


Uma das coisas que mais gosto neste artista é que não sei porquê, mas normalmente identifico-me com o conteúdo das suas obras. E isso parece ser transversal a muita gente. Sente-se claramente uma identidade e concordância com aquilo que Banksy pinta. Nem todos os artistas conseguem fazer isto.

O local onde implementa as suas obras também é estudado ao pormenor e é uma das suas grandes mais valias enquanto artista. Ele usa o espaço urbano como tela. Não se limita a pintar algo numa parede.



O street art é sem dúvida uma das áreas com mais potencial no futuro próximo e também de longo prazo.

O estudo da cor. O tamanho das obras. A integração no espaço urbano. Paredes, muros, escadarias, candeeiros, árvores, caixotes do lixo, comboios, autocarros, etc... na cabeça destes novos artistas tudo é uma tela. E os resultados estão à vista. Já há cidades no mundo que são verdadeiros museus do street art.

Algumas das suas obras já têm sido leiloadas (contra sua vontade), pois há um grande interesse entre os colecionadores. Um dos seus murais já atingiu o valor recorde de 200.000 doláres!!

Continua Banksy, estás no bom caminho!


Obrigado!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Miguel Martins

Miguel Martins nasceu em Lisboa em 1990.

 
Este jovem artista dá asas à imaginação dentro de uma área que ainda não foi abordada no Artes e Tartes! O street art!

O Miguel formou-se em Design e desde já o Blog Artes e Tartes felicita alguém que tem a coragem de se envolver dentro de movimento artístico novo! Não estamos propriamente a falar de tocar piano ou escrever um livro! Num sentido puramente descritivo o street art passa por pintar paredes!


Mas para o Miguel isso não interessa. Para ele o gosto pela arte é algo que sempre esteve presente e chega até a considerar a lata e a parede como os seus melhores amigos!


Mas num sentido mais conceptual, afinal o que é isto do street art? É apenas grafiti? São nomes escritos nas paredes?

Porque é que cada vez mais ouvimos falar deste movimento? Um dos expoentes desta tendência, o britânico Banksy já viu as suas obras vendidas por milhares de euros em leilões de arte!

Para o Miguel, a arte é algo de todos nós, "algo que todos produzimos!"

Os seus artistas de referência são Salvador Dali e na área do grafiti, Pariz ONE e Dare que entretanto já faleceu.


Hoje o Artes e Tartes homenageia o Miguel tentando perceber melhor as suas influências, formas de trabalhar e sonhos!


Artes e Tartes - Antes de mais, tens um nome artístico? Porque é que no street art ninguém usa o nome próprio e arranja sempre um nome alternativo?
 
Miguel - Neste momento o meu nome artístico é Edis One. Usamos este nome como um pseudónimo para a nossa Arte. O tag (escrever o nome na parede) surgiu numa de "esconder" quem é a pessoa, pois o tag ou o bombing era algo ilegal. Hoje em dia já existe a vertente de se ganhar dinheiro com o Graffiti. Mas o nome ou tag veio da parte ilegal.

Vejam aqui o site da Edis One: http://edis1.com/


Artes e Tartes - Miguel, queres explicar aos nossos leitores exactamente o que é o street art? É o mesmo que Graffiti? E como se chama aquela malta que só escreve o nome nas paredes?

Miguel - Existe a street art e o Graffiti. Coisas diferentes. Quem faz graffiti usa só a lata na parede, quem faz street art usa uma técnica mista (stencil, pincéis, canetas, etc). A malta que escreve na parede são writers. No Graffiti temos o ilegal e o legal. Mas tanto uns como os outros, todos somos WRITERS. Pois acabamos por escrever na parede, uns coisas feias outros coisas bonitas. 


Artes e Tartes - O street art tem tido um grande impulso a nível mundial, havendo já grandes artistas de referência como Banksy e outros. Como está a situação em Portugal? Há muita gente a fazer? Há apoios? Há leis? Fala-nos um pouco disso!

Miguel - Começando por partes. Em Portugal o Graffiti cresceu e muito nos últimos anos. Mas na minha opinião, dentro do graffiti ilegal, temos cada vez mais miúdos a pintar, mas não pintam nada de jeito. Antigamente íamos pintar para armazéns antes de irmos para a rua. A qualidade tinha que ser boa para irmos fazer o dito vandalismo. Hoje em dia qualquer um pega numa lata e vai "sujar" paredes.


A nível legal temos cada vez mais pintores a fazer disto vida. Eu sou um dos casos. Somos poucos, mas como dizem "poucos mas bons". Cada vez mais as empresas vão apoiando o Graffiti. A nível de leis, estas vão crescendo também. A lei de hoje mudou muito e cada vez mais as penas são maiores para aqueles que pintam na rua. Felizmente temos um departamento em Lisboa que se dedica à arte, a GAU (galeria de arte urbana). Muita gente do meio, critica este departamento da CML, mas eles mudaram a mentalidade das pessoas. Tiverem e têm um papel muito importante.

 
Artes e Tartes - Como é que te iniciaste nesta área? Quais foram as tuas influências?

Miguel - Via os meus amigos a pintar e o gosto pela arte esteve sempre presente. E como todos os outros comecei por pegar numa lata. Já lá vão 8 anos muito bons. Até hoje não quero deixar o Graffiti. É a minha identidade, a minha vida, é tudo. Por vezes digo que a lata e a parede são os meus melhores amigos!


Artes e Tartes - Como descreverias o processo criativo de um mural de street art desde o momento em que tens a ideia até ao momento em que o arte final aparece na parede?

Miguel - Um mural de Graffiti normalmente é feito com um desenho. Ou seja, primeiro desenhamos no papel. Depois escolhemos as cores. Depois partimos para a acção!  O processo é relativo na altura de pintar a parede. Cada um tem a sua técnica.


No final saem peças bonitas ou feias ;). Fazemos sempre o melhor para as pessoas gostarem e dar uma vida nova às paredes. Existe uma frase que é "paredes brancas, povo mudo". Acho que isto diz tudo. Falo do legal. O ilegal passa pelo mesmo. Mas muito menos trabalhado e muito mais rápido.

  
 
Artes e Tartes - Por fim, tens ligação a outras áreas artísticas? Ou o street art é mesmo o teu grande sonho? Se te pudesses imaginar daqui a uns anos como seria?

Miguel - Só o Graffiti me corre nas veias. Todo o meu trabalho e feito através de uma simples lata. Gosto muito de ilustração pois é um excelente "ingrediente" e que faz vida do Graffiti! Daqui a uns anos quero continuar com o Graffiti. Tenho objectivos de levar esta arte até topo! Mais tarde verão coisas novas a surgir. Quero também mudar a mentalidade das pessoas e mostrar que o Graffiti não é só vandalismo e tem muito mais que isso!
 
 
Obrigado Miguel!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

René Magritte

René Magritte nasceu em Lessines, Bélgica em 1898.


As suas pinturas eram desconcertantes. Mas não perturbadoras. Era surrealista. Mas um surrealismo simples.

Colocava objectos em situações estranhas. Misturava realidades, formas e cores de uma forma que fizeram dele um dos grandes pintores do século XX. Nas suas composições, tudo parece uma realidade cheia de anomalias! Que bela noção de sereia vemos na composição de cima!!


Mudava a textura comum dos materiais tal como os conhecemos. Para ele a "mente ama o desconhecido, ela adora imagens cujo significado é desconhecido". Parece que tenta evocar o sentimento de quando eramos crianças e não sabíamos o significado de muitos objectos ou imagens.


Costumava usar um chapéu de côco, motivo que também inspirou vários dos seus quadros, inclusive um dos mais famosos em que aparece uma maçã verde em frente a uma cara.


Quando olhamos para um dos seus quadros não o conseguimos esquecer pois causa em nós uma situação de estranheza. De conflito. De que algo não está bem. Algo não pertence ali. E por isso é recordado e ficou para a história.


Inspirava-se naquilo que via e vivia. Por exemplo, a sua mulher foi sempre a sua inspiração para composições do corpo feminino. O suicídio da sua mãe em 1912 no rio perto de casa também lhe serviu de inspiração.


Porque será que os grandes artistas viveram sempre vidas dramáticas?


Para ele a realidade era algo que muito pessoal e que devia ser alvo de grande reflexão. A fotografia de um cachimbo com a legenda "Isto não é um cachimbo!" reflecte isso mesmo. Trata-se apenas uma imagem de um cachimbo que não pode ser fumada. É como pintar um bocado de pão. Aquilo não é um pão pois não se pode comer!


Segundo ele: "Eu não pinto aquela mesa exactamente, mas pinto a emoção que ela causa em mim!".

Estudou Belas Artes em Bruxelas.

Privou com Dali, Duchamp e Breton.


Morreu em 1967 com 68 anos.



Obrigado René!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Tomás Anahory


Tomás Anahory nasceu em Lisboa em 1982.

 

Chegou a frequentar o Curso de Biologia Celular na Universidade Nova mas acabou por se formar em Produção Musical na Restart.

Os caminhos da vida levaram-no até à música, mas nem tudo foi sempre claro ou fácil! A decisão de enveredar pela música esteve ligada a uma questão de saúde e neste ponto o Artes e Tartes saúda o Tomás pela sua coragem!

De facto, às vezes encontramos as melhores oportunidades e caminhos da vida na adversidade!

Ainda na semana passada escrevemos sobre a Frida Kahlo e sobre o facto de ela ter começado a pintar enquanto estava de cama a recuperar de um acidente grave.

Tiramos o chapéu a estes artistas!!

Trabalha ligado à rádio mas também tem os seus projectos próprios, sendo que é ele que escreve e compõe as suas próprias músicas!

Para ele a arte é algo que dá “arrepios na pele”! Os seus artistas de referência são todos da área musical: Bob Dylan, The Doors e Rolling Stones, tudo poetas musicais!

 
 
Gosta de ouvir tudo desde Pantera a Simon and Garfunkel! Para ele a família sempre foi um pilar fundamental no seu percurso como artista!

Hoje o Artes e Tartes homenageia o Tomás, tentando compreender melhor o seu percurso, influências e sonhos!


Artes e Tartes - Tomás, quais foram as tuas maiores influências artísticas? Ou seja, quem foram os responsáveis pela tua paixão pela música?

Tomás - Os verdadeiros responsáveis foram mesmo os meus pais e irmãos... Pois sem eles não tinha conhecido grandes bandas que ainda hoje oiço e me inspiram. Os que mais me influenciaram ao longo do tempo foram várias e de variadíssimos estilos...  Bandas/artistas como "Simon & Garfunkel", "Supertramp", "Byrds", "Bob Dylan", "Donovan", "Bad Religion", "Nirvana",  "Xutos & Pontapés", "Censurados" "Peste & Sida", "Guns & Roses". "Metallica", "Pantera", "NOFX", "Pennywise", "Rolling Stones", "Beatles"... Não saia daqui...

Como vês, um leque muito abrangente de estilos e sonoridades... A paixão pela musica acho que já nasceu comigo... Porque como por aqui se vê, eu oiço um bocado de tudo... Tento não ser preconceituoso em relação à musica embora admito que há por aí coisas que não lembram a ninguém...  Sou grande adepto do Folk, Rock, Blues e Punk Rock.


AT - Achas que a condição de artista nasce com a pessoa ou é algo que se ganha e desenvolve durante a vida?

Tomás - Acho definitivamente que sim, por muito que a descubras mais tarde... Se descobres é porque já lá estava. Mas depois depende de ti quereres ou não desenvolvê-la, e disto faz parte bateres com a cabeça nas paredes mil vezes, refazeres tudo, saberes ouvir criticas e não desmotivar! A arte está lá mas não se cria sozinha...

 


AT - Fala-nos um pouco do teu percurso profissional? O que já fizeste e o que estás a fazer neste momento?

Tomás - Bem, eu acabei o curso de ciências no Pedro Nunes em Lisboa e decidi mandar-me para Biologia Celular e Molecular... Aquelas parvoíces de puto sabes? Aahaha... Na altura gostava muito de ciências e até então, por apaixonado pela que música que era e sou, não me passava tirar um curso de música.

No entanto quis o destino que assim fosse... Quando entrei para Biologia Celular e Molecular na Faculdade Nova da Costa, foi na mesma altura que reentrei em hemodialise. Foi um bocado revoltante toda aquela altura. A dialise tinha de ser feita 3 vezes por semana e eu só tinha vagas à tarde o que me lixava as aulas laboratoriais... Além disso, na altura não tinha carro e nem me sentia capaz de sequer pensar em sair do tratamento e ir de autocarro para a faculdade... Talvez conseguisse mas não o queria... Estava em negação com tudo... Acontece, faz parte... Aí sim, comecei a pensar em cursos diferentes, até porque não estava a gostar daquele, num curso onde me via mesmo bem e claro está, a primeira coisa que me ocorreu foi música..

Comecei a pesquisar tudo sobre música, cursos etc... Descobri um de Produção Musical numa escola que ia para o seu segundo ano de existência, a RESTART, que ficava no parque das nações e hoje fica perto da Universidade Lusíada em Belém.

 

 Tudo aquilo era um bocado assustador. Bem, assustador não será o termo, mas a verdade é que os cursos "Técnico-profissionais" não eram tão bem vistos como hoje em dia. Ainda para mais um curso de música... Que garantias me dava depois?? E depois, juntamente com a minha mãe concluimos que um curso de Bilogia Celular e Molecular, de tão especifico que é, provavelmente não me iria garantir muita coisa... Até porque eu não era assim tão bom aluno! ahaha Devo frisar a ajuda e paciência da minha Mãe neste ponto. Pois tudo o que me estava a acontecer não me punha propriamente bem disposto e contente da vida... E assim foi, inscrevi-me no curso de produção musical. Tinha tudo aquilo que eu queria e ainda conseguia fazer os meus tratamentos sossegado.

Que fique claro, a Restart era e é, uma óptima escola com excelentes profissionais e devo em parte aquilo que faço a eles! Recebi o meu diploma e consegui arranjar um estágio nas rádios do grupo "Música no Coração" - Na altura: Capital, Marginal, Oxigénio e Radar, pela mão do Luis Montez que me ofereceu o estágio e me apresentou o César Martins e o Ricardo Guerra como meus formadores. Desde então que só faço rádio e todos os os dias gosto mais de rádio! Sou sound-designer e musico actualmente nas rádios do Grupo RTP, Antena 3 por exemplo... 

À parte tenho um projecto com o nome artístico "Thomas Anahory" e com a banda de amigos e familia "The Groovys" Thomas Anahory and The Groovys. Tenho até à data dois discos lançados, "So Much Of Me" e "Thank Your Lucky Stars" sendo este último o mais recente e feito em conjunto com Groovys. As musicas são todas elas compostas e escritas por mim, é das coisas que mais gosto de fazer! Estou já a trabalhar num terceiro disco de nome "Music Is The Answer" em irá brevemente para o ar num formato "Not So acoustic" pela Balcony Tv, um tema que vai pertencer ao disco!

 

 
Links para os trabalhos do Tomás:

www.thomasanahory.com
www.facebook.com/thomas.anahory

AT - Tiveste sempre a certeza que querias ser músico ou houve uma altura em que tiveste de fazer uma escolha difícil e abdicar de uma carreira numa empresa por exemplo?

Tomás - Acho que de certa forma já te respondi a esta pergunta lá em cima... No entanto não acho que tenha abdicado de nada... Tomei opções... Difíceis sim... Mas tinham que ser tomadas e não me arrependo de nada... Pelo contrário... Apesar das circunstâncias ainda bem que assim foi.

AT - Sentes que se tivesses nascido nos EUA ou em Inglaterra podias estar num patamar diferente ou ter mais oportunidades de evoluir e mostrar o teu trabalho?

Num patamar não sei dizer e até tenho medo de soar arrogante... Mas até por questões de saúde o patamar onde me encontro agora talvez seja o ideal. Em termos de oportunidades de evoluir e mostrar o meu trabalho penso que sim, não quero com isto menosprezar o panorama musical cá em Portugal... De todo. Apenas acho que a minha musica tem mais a ver com eles... É feita num registo Folk/Rock bem ao estilo Anglo-Saxonico,  até porque é isso que procuro e as minhas influencias são de lá.

 

Depois convenhamos que são países bem maiores que o nosso, há muitas mais alternativas, e, correndo o risco de ferir susceptibilidades, a musica é sentida de outra maneira...  A cultura nesse aspecto é diferente e o impacto que teve, a maneira como era/é sentida em certos aspectos também. Ainda assim hoje em dia, parece-me a mim que está tudo um pouco mais homogéneo. De qualquer das maneiras se é arte que nos move, e se realmente formos bons, e eu faço por isso pelo menos, podemos chegar longe, muito longe... Um grande exemplo e motivo de orgulho para todos nós que aconteceu recentemente foi o Carlos do Carmo ter ganho um Grammy. E esta hein? 

AT - Quais são os teus maiores sonhos enquanto artista? Tens mais algum plano ou paixão secreta noutra área sem ser a música?

Tomás - O meu maior sonho enquanto artista... Poder ser capaz de inspirar outros a seguirem a música como paixão, e quem sabe, um dia ir a um concerto de alguém e estarem a tocar uma cover minha! 

Tenho o plano de um dia abrir um estúdio e gravar bandas, fazer músicas para todo o lado. Vou em breve, se tudo correr bem, tirar um curso fora para aprofundar ainda mais os meus conhecimentos. Ouvir diferentes tipos de abordagem em relação à música e a maneira como a sentem!

De resto quero ter saúde... Soa clichê eu sei... Mas quem me conhece bem sabe que não estou a dizer isto só para parecer bem...

Ah! E também ser capaz de apertar o ultimo botão da camisa junto à gola à primeira tentativa e sem ficar a suar!

Paixão secreta só mesmo pela Nicole Kidman AKA: Hokulani



Obrigado Tomás!